quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Dilationibus

   A pessoa moderna precisa de constante atenção e preparo psicológico para lidar com as inúmeras minutiae da vida contemporânea, como qualquer senhor de idade estereotípico de seriados de comédia situacional norte-americana pode lhe dizer. O advento de inúmeros mecanismos de comunicação síncrona - muitos dos quais você voluntaria e deliberadamente embute no supercomputador que carrega no bolso de trás da sua calça jeans skinny e desbotada - nos torna eternamente acorrentados ao resto do mundo, um lembrete eterno de todas nossas responsabilidades pendentes, urgentes e/ou importantes.
   E mesmo assim você usa esse aparelho para arremessar pássaros em porcos, ou brincar com um tamagotchi alienígena glorificado. Que orgulho de você.
   Por que temos esta nossa tendência a inação? Será resquício evolutivo da época em que atividade significava gastar preciosas poucas calorias na busca de alimento para repô-las? Ou será essa uma tendência social, adquirida ao observar os que vieram antes de nós e nos criam neste mundo? Evidentemente uma criatura que tende tanto à estagnação e se deixa levar pela inércia não deveria ser capaz de sobreviver ao terrível juguete darwinista que é a seleção natural, que dirá tornar-se uma das espécies capaz de redefinir o globo à sua vontade.
   Por hora, deixarei esta reflexão para vocês. Eu escreveria mais, mas preciso estudar. Ou jogar mais algumas horas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário